domingo, 10 de julho de 2011

Lembrei deste curta-metragem como uma boa maneira para a introdução ao tema, além de expor um diálogo que inevitavelmente nos conduz a Didática Tradicional por um viés crítico . Baseado no texto de Marguerite Duras “Ah! Ernesto” (1971), En Rachâchant é a breve história de um menino que chega aos pais, na cozinha de casa, e avisa que não voltará a escola, pois lá o ensinam coisas que não sabe. Os dialógos travados entre os personagens ocultam uma extensa reflexão crítica sobre didática, tanto a Tradicional, representada pelo professor, quanto de várias caracteristicas que fazem parte das Novas didáticas, representadas pelo aluno. Sem dúvidas, esse material poderia ser utilizado como um meio introdutório de transposiçao didática de categorias foucaultianas, que foram engendrados na avaliação e teorias das novas propostas pedagógicas.
                Destaco a cena em que o menino afirma ter na escola de aprender coisas das quais não sabe, que não comunicam coisa alguma, não possuem sentido contextual. São os ditames “biopolíticos” para formação do proletariado, a velha escola de formação de cidadãos obedientes e úteis, como “Another Brick in the Wall” (Pink Floyd). Entre palavras e coisas, cosmologias abismais, como a entre um crime e uma borboleta emoldurada. Da Escola Tradicional à Nova Escola há-se tencionado este foco, de qual será o conhecimento problematizado pedagogicamente: as antigas estruturas do cidadão criado em massa ou novos cidadãos críticos, capazes de reflexões transformadoras.  

Nenhum comentário:

Postar um comentário