domingo, 10 de julho de 2011

“Os meios de comunicação e as tecnologias da informação significam para a escola em primeiro lugar isto: um desafio cultural, que torna visível a distância cada dia maior entre a cultura ensinada pelos professores e aquela outra aprendida pelos alunos. Pois os meios não só descentram as formas de transmissão e circulação do saber como também constituem um decisivo âmbito de socialização através de mecanismos de identificação/projeção de estilos de vida, comportamentos, padrões de gosto. É apenas a partir da compreensão da tecnicidade mediática como dimensão estratégica da cultura que a escola pode inserir-se nos processos de mudanças que atravessam a nossa sociedade (...)” (Martín-Barbero)

A televisão, como é de conhecimento geral, atingiu uma potência indiscutível no papel de formação e desenvolvimento dos indivíduos. A disseminação massiva desta tecnologia após o processo de democratização dos estados e a globalização, emerge como importante ponto na pauta social a ser discutido. Um novo ente é agregado á família, o televisor.
Educação é uma dimensão essencial da socialização e o papel da escola neste processo é recorrentemente problematizado, justamente pela importância social que lhe é concebida durante a formação individual. A reflexão a cerca dos saberes escolares há permitido outros saberes (populares, cotidianos) atravessarem os conteúdos institucionais, mas, mais que isso, tem se reconhecido que a educação é uma dimensão infinitamente mais ampla que a da educação escolar e que, então, indivíduos são capazes de instruir-se em interações diversas, inclusive com a TV.
Levando em consideração o aspecto formador da interação entre expectador e a mídia televisiva, fiz o levantamento de alguns programas da década de 80, transmitidos pela TV Cultura. Este evento fora tachado como o “BOOM” dos programas formativos, que levavam o projeto iluminista através dos conteúdos formais da escola para o público, com recursos lúdicos e experimentais, transmitiam os temas racional-científicos transpostos nas escolas.  



    Além destes, outros programas programas produzidos nacionalmente, abrangendo mais amplamente o universo de desenvolvimento infantil, com menos ênfase nos conteúdos formais da escola, como: 




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